O alquimista

NEM TRANSMUTAÇÃO DE METAIS NEM ELIXIR DA LONGA VIDA - A PEDRA FILOSOFAL AO PODER

terça-feira, junho 05, 2007


Trago uma rosa vermelha
Aberta dentro do peito
E já nem sei se é comigo
Se é contigo que eu me deito.
A minha rosa vermelha
Mais parece uma romã
Pois quando aberta de noite
Não se fecha de manhã
Trago uma rosa vermelha
Na minha boca encarnada
Quem me dera ser abelha
De tua boca fechada
Trago uma rosa vermelha
Não preciso de mais nada.
Pus uma rosa vermelha
Na fogueira do teu rosto
Mereço ser condenada
Por crime de fogo posto.
Trago uma rosa vermelha
Que é minha condenação
Condenada a vida inteira
À fogueira da paixão
Trago uma rosa vermelha
Atrevida e perfumada
É uma rosa vaidosa
A minha rosa encarnada
Trago uma rosa vermelha
Não preciso de mais nada.

José Carlos Ary dos Santos

2 Comments:

  • At 1:20 da manhã, Anonymous CREADA DE FATO DE BANHO COMPLETO E ÀS RISCAS said…

    HUMMMMM !!!

    CHEGOU O VERÃO A ESTE BLOG, ESTÁ VISTO!!! ;)
    E A POESIA DO ARY É DE TODOS OS DIAS E DE TODAS AS ESTAÇÕES...

    BONS FERIADOS, PONTES, FINS DE SEMANA... ETC... ETC... E CUIDADO COM OS UV...

    BJS:)

     
  • At 11:35 da tarde, Blogger Maria Velho said…

    Belíssimo poema com uma carga sensual/erótica muito , bem, "graficamente" representada.
    AMOR;PAIXÂO;===>VERMELHO

    Bns amores ou pelo menos, bons momentos de AMOR...

    Maria

     

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