
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Eugénio de Andrade
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Eugénio de Andrade
2 Comments:
At 6:29 da tarde,
MJ said…
Boa noite, doce Alquimista :-)
Lindos os poemas de Eugénio de Andrade! Fantástica esta ilustração.
É uma foto tirada por ti?
Beijo encantado*
At 11:41 da manhã,
alquimista said…
Olá, João:
Sim, foi tirada por mim... e não fui ferrado. :)
Um beijo não abelhudo :)
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