O alquimista

NEM TRANSMUTAÇÃO DE METAIS NEM ELIXIR DA LONGA VIDA - A PEDRA FILOSOFAL AO PODER

quarta-feira, agosto 15, 2007


ÉS TU

O rosto que anseio ver de perto
De muito perto
De tão perto que os dois se façam um
De tão perto que os lábios se devorem
De tão perto que as línguas serpenteiem, viperinas de paixão
E que os braços se abracem sufocando a lonjura
Que nos carrega esta amargura
E que os nossos ventres se fundam
Desventrando estas entranhas prenhas de prazer adiado
E rolando encosta abaixo
Subamos ao mais alto cume da felicidade
Que importa a idade?
Façamos de cada dia uma eternidade
Igual à que nos separa
Mas onde nos vamos unir
Contra marés e contra ventos
Contra todos os lamentos
Abrigados, a sorrir
Obrigados a amar
Sem ter por onde fugir
Sem ter por onde escapar
E com as portas abertas de par em par
Entraremos lado a lado
Ao som deste nosso fado
Passo a passo ao compasso
Deste recital de amar.

2 Comments:

  • At 12:38 da manhã, Blogger MJ said…

    Doce Alquimista :-)

    És tu o autor deste poema?!

    Está liiiiiiinnnnnndo!!!

    Só a mim ninguém dedica um "recital" assim... :-( Fica aqui o apelo... Pode ser que alguém o leia e se compadeça :-))

    Beijo recitado*

     
  • At 1:38 da manhã, Anonymous EX-POETISA AGORA ESTIVADORA said…

    HUMMM !!!!

    UM POEMA INSPIRADO POR ALGUMA MUSA TROPICAL...
    MUY BIEN!
    SE O "GRUPO DOS POETAS" DA BLOGOSFERA DESCOBRE ISTO...

    BJS SEM TEMPO PARA RIMAR... :(

     

Enviar um comentário

<< Home