
Hoje venho dizer-te que nevou
no rosto familiar que te esperava
Não é nada, meu amor, foi um pássaro
a casca do tempo que caiu,
uma lágrima, um barco, uma palavra.
Foi apenas mais um dia que passou
entre arcos e arcos de solidão;
a curva dos teus olhos que se fechou
uma gota de orvalho, uma só gota,
secretamente morta na tua mão.
Eugénio de Andrade
no rosto familiar que te esperava
Não é nada, meu amor, foi um pássaro
a casca do tempo que caiu,
uma lágrima, um barco, uma palavra.
Foi apenas mais um dia que passou
entre arcos e arcos de solidão;
a curva dos teus olhos que se fechou
uma gota de orvalho, uma só gota,
secretamente morta na tua mão.
Eugénio de Andrade
4 Comments:
At 8:06 da tarde,
Anónimo said…
Doce Alquimista :-)
São belíssimos os poemas que tens publicado nestes últimos posts!
Por não ter o nome do autor, presumo que um deles é teu. Se assim é, só se confirma aquilo que há algum tempo penso - és um poeta nato! :-) Parabéns.
Espero é que não seja tua, também, a dor presente nestas mensagens poéticas. :-(
Um beijo animado*
At 8:07 da tarde,
MJ said…
Este comentário foi removido pelo autor.
At 8:09 da tarde,
MJ said…
Bem... Isto hoje está mau... O primeiro comentário saiu-me anónimo :-). O 2º saiu-me só com "outra vez"... :-)
Não se está mesmo a ver que sou eu? :-)
Outra beijoca*
At 12:33 da tarde,
alquimista said…
Olá MJ:
Pois é ... isto de trabalhar com a net não é fácil. Gostava de saber que foi o desgraçado que disse que as máquinas têm sempre razão...
Beijo razoável
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