Linha do Tua (2002) - Saída de Túnel
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei d' espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei d' espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes
4 Comments:
At 11:55 da tarde, MJ said…
Lindíssima a mensagem deste poema :-)
Obrigada por nos teres avivado a memória :-))
Um beijo eterno*
At 11:58 da tarde, alquimista said…
Aposto que não conhecias...
At 2:40 da manhã, Anónimo said…
ESTE É UM POEMA QUE MESMO Q SE LEIA UM CENTO DE VEZES... TRAZ SEMPRE ALGO DE NOVO.
BEIJO ENCANTADO
:)*
At 11:26 da manhã, marialascas said…
Adoro Vinicius e aprendi há anos com este poema...
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